A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.

Paulo Freire
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A cigarra e a formiga

A cigarra e a formiga
Manhã clara de verão, céu sem nuvem, azulado, velha mangueira florida, um formigueiro a seu lado. Saindo de lá do fundo, das galerias do chão, a cantiga das formigas, mais parece um cantochão.
Entretanto, bem no alto, lá da mangueira florida, uma cigarra feliz, canta a alegria da vida. A cigarra é uma grande cantora e passou o verão todo cantando lindas canções no alto de uma árvore. Ficava o dia inteiro cantando e olhando as formigas trabalharem sem parar.
O verão passou.  O inverno chegou.
A formiga precavida, recolheu-se ao formigueiro, pois trabalhando no estio, havia enchido o celeiro. Mas a cigarra que havia cantado todo o verão, ficou sem roupa para o frio e sem migalha de pão.
E na sua ingenuidade, julgando ter uma amiga, desceu do ramo mais alto e foi procurar a formiga. A  formiga olhou por uma fresta e perguntou:
- Quem é você?
O que quer?
Eu sou a cigarra que mora no alto da árvore, cantei o verão todinho e agora não tenho comida nem casa para me abrigar do vento e do frio.
- Ah, cantava?
- Pois agora dance!
A cigarra argumentou:
- Desculpe, mas o seu canto é muito triste. E se eu deixar de cantar, nem a senhora resiste.
Então, a cigarra pôs-se a cantar, junto com as formigas
A formiga não disse nada.
A cigarra ia saindo entristecida, quando a formiga chamou.
- Puxa vida! Então era você que ficava alegrando nossas vidas enquanto trabalhávamos? - disse a formiga.
- Sim, era eu mesma - disse chorando, a cigarra.
- Eu acho que tem razão, minha cigarra querida! Vivo juntando mil coisas e desperdiçando a vida. Quem trabalha como nós, dia e noite, noite e dia, precisa de vez em quando, de quem lhe traga alegria.
- Pode entrar, fique conosco. E assim, juntemos a cantiga da cigarra com o trabalho da formiga.
Depois que o inverno se foi, a cigarra continuou a cantar, alegrando a vida de toda a bicharada da floresta.
Moral:  "Deve-se prever sempre o dia de amanhã."



A gansa de ovos de ouro

A gansa de ovos de ouro 
Certa manhã, um fazendeiro descobriu que sua gansa tinha posto um ovo de ouro. Apanhou o ovo, correu para casa, mostrou-o à mulher, dizendo:
- Veja! Estamos ricos!
Levou o ovo ao mercado e vendeu-o por um  bom preço.
Na manhã seguinte, a gansa tinha posto outro ovo de ouro, que o fazendeiro vendeu a melhor preço.
 E assim aconteceu durante muitos dias.
 Mas, quanto mais rico ficava o fazendeiro, mais dinheiro queria. E pensou:
"Se esta gansa põe ovos de ouro, dentro dela deve haver um tesouro!"
Matou a gansa e, por dentro, a gansa era igual a qualquer outra.

Moral: "Quem tudo quer tudo perde".

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Fábulas criadas pelas cursistas do Pró-letramento - Alfabetização e Linguagem do município de Morro da Fumaça

Fábula: O macaco e a anta
         Era uma vez, em uma densa floresta, um macaco que acreditava ser o mais inteligente da selva.
         Ele vivia implicando com a anta, que era muito distraída. Sempre que ela tropeçava em uma pedra, o danado acabava-se em risadas e provocações:
         _ He, he, he... Sua anta tonta a a a a!!!
         E a pobre anta, envergonhada, tentava defender-se, mas era em vão.
         _Cala a boca, primata bobão!
         Um dia, cansada das provocações que vinha sofrendo, a anta resolveu propor um desafio ao macaco, levou-lhe então a um local diferente da floresta e disse:
         _ Vamos, primata sabidão. Suba nesta árvore, maior que a sua, e prove-me que você é o rei das macaquices!
         _ Deixa comigo, anta tonta, vou mostrar que sou o melhor! – disse o macaco.
         Quando subiu na árvore o macaco não percebeu que os galhos estavam podres e acabou caindo. A anta, que a tudo assistia soltou uma sonora risada e disse:
         _Primata molengo! Há há há!
         A partir daquele dia o macaco nunca mais ironizou a anta.
         Certamente aprendeu que, nunca mais deve-se construir a felicidade sob as dificuldades e fraquezas do próximo, sem  antes conhecer as próprias capacidades e limites.
Cursistas: Fabiana Padoin e Kátia Niero


Fábula: O sapo que queria voar
Dimi era um sapo verde, grande e vivia num lago aos pés de uma montanha muito alta.
Seu maior sonho era ir até o rio que ficava em cima da montanha. Este rio era de águas claras, azuis e quentinhas.
Ele ficava horas imaginando como faria e observando os pássaros que sobrevoavam seu lago.
Seu maior desejo naquele momento era ter asas e sair voando dali até o lago tão sonhado.
Certo dia, Dimi tomou coragem e começou a escalada da montanha íngreme e cheia de obstáculos.
Quando chegou lá em cima, muito cansado e ofegante observou o tamanho da montanha escalada, e com um sentimento de missão cumprida tomou o delicioso banho que muito sonhava.
MORAL: Os sonhos não delimitam o tamanho nem onde devemos chegar, mas sim nos impulsionam a torná-los realidade.
Cursistas: Queila Zanatta e Miriani Dagostin


Fábula: A amizade entre os sapos
         Havia dois sapos muito amigos, que viviam juntos na claridade comendo bichinhos. A diferença que um era grandão e o outro pequeno, mas também bem forte e com a mesma capacidade do maior que sempre o acompanhava.
         Os dois resolveram fazer uma aposta para ver quem comia mais bichinhos sendo que cada um juntou a mesma quantidade de bichinhos. O maior debochava do menor dizendo que não conseguiria comer todos os bichos. Mas mesmo assim ele não desistiu.
Começou a competição e os dois comeram a mesma quantidade de bichos e ficaram satisfeitos.
         A amizade continuou, o maior aprendeu que o menor pode fazer o que ele faz. Às vezes com um pouco de dificuldade, mas consegue.
MORAL: Você pode quebrar barreiras, ultrapassar e ser vencedor
Cursistas: Elaine Cristina Zanatta e Rosilene Cizeski Rocha



Fábula: A borboleta isibida
         A borboletinha era uma beleza, se achava a mais linda de todas. Gostaria de ser tratada como uma rainha entre todas as borboletas. Quanta vaidade. Não tinha amigos, pois quem tentava aproximar-se era alvo de risadas e desprezo.
         __Que está fazendo em minha presença criaturinha? Não vê que sou a mais bela borboleta do que você? Se fazendo de muito importante, nem seus familiares escaparam. Mantinha-se a distância de seus pais e irmãos, pois era muito vaidosa e não queriam eles perto dela, tratava-os com frieza.
         O sábio da floresta disse a borboletinha:__ Sim você é muito formosa, mas, porém não sabe usar essa qualidade, isso irá destruí-la.
         A borboletinha nem deu confiança as palavras do sábio. Mas uma leve quietação apertou-se em seu coração. Respeitava aquele sábio, e no fundo pensava que ele tinha toda a razão. Mas logo esqueceu as suas palavras e continuava a ser arrogante.
         Um dia, o que o sábio falara a borboleta se cumpriu. Um rapazinho estava passando pela floresta e viu aquela borboletinha voando pelo bosque achou-a magnífica e com sua rede apoderou-se dela. Como deveria estar triste aquela borboletinha toda vaidosa sendo presa e atravessada por um alfinete, fazendo parte da coleção do menino.
         MORAL: Cada um tem aquilo que merece
Cursistas: Elizangela Casagrande e Mara Fátima de Costa





sexta-feira, 22 de julho de 2011

Fábula "O Urso e o Peixinho dourado"


    Nino é um peixinho dourado  muito curioso e brincalhão. Ele vivia com sua família em uma lagoa com águas limpas e claras. Ele adorava o seu lar, pois tinha uma linda família e muitos amigos. Mas Nino queria conhecer o mundo. Queria saber o que exisitia além da sua lagoa.
Quando Nino saía para brincar, sua mãe falava:
 - Nino, não vai muito longe. Nino sempre concordava.
    Um dia Nino estava brincando com seus amigos e levado pela curiosidade afastou-se um pouco. Nino tentou encontrar o caminho de volta mas só conseguiu se afastar mais, indo parar em um rio com águas correntes e caudalosos onde um urso faminto pescava para alimentar sua família.Quando viu o urso,Nino levou um susto mas resolveu perguntar:
-Senhor, pode me ajudar a encontrar a minha casa?
O urso faminto parou,olhou para Nino e pensou na sua família.E se fosse o meu filhote que estivesse perdido? Será que alguém ajudaria?Comovido resolveu ajudá-lo indicando o caminho de volta.
Nino despediu-se de seu novo amigo urso e voltou para casa.

Moral:"Devemos obedecer os mais velhos."

Grupo de cursista do Município de Tubarão

Fábula "O Sol e a Chuva"



          O Sol brilhava iluminando todos os lugares. Mas, uma coisa sempre o deixava furioso: a Chuva sempre atrapalhava o seu show. Vaidoso como era não aceitava ter seu brilho ofuscado por míseros pingos de água.
          Um dia foi falar com sua inimiga:
          - Olhe aqui! Não vê que você está atrapalhando o meu espetáculo!
          A Chuva já chorando respondeu:
          - Desculpe não queria atrapalhar o seu lindo show.
          E assim a Chuva se retirou para sempre. Com o tempo a seca se espalhou pelo mundo, pessoas morrendo de sede porque os rios secaram, as plantas secas e sem vida.
          O Sol vendo que não tinha mais platéia para o seu show, começou a se irritar. Um dia quando já era noite, foi jantar com a amiga Lua e reclamou sobre sua desgraça e a amiga lhe respondeu:
          - Oh Sol, não vês que o que você faz, não é um espetáculo. A Terra precisa de você, assim como precisa da Chuva!
          Assim o Sol se desculpou com a Chuva e logo a vida renasceu na Terra.

Moral: "Cada coisa tem o seu devido valor."

Grupo de cursistas do Município de Tubarão.
Tutora: Valquíria Corrêa Búrigo.

terça-feira, 5 de julho de 2011

FÁBULA

                                
                                       A PULGA E O CACHORRO


                  CERTO DIA UMA PULGUINHA ESTAVA  SOZINHA E SENTINDO MUITO FRIO.
                 ENTÃO RESOLVEU ENCONTRAR UM LUGAR QUENTINHO PARA MORAR.
                 NESTE MOMENTO PASSOU TOTÓ, UM CACHORRINHO MUITO BOM DE CORAÇÃO, E A  PULGA DISSE:
_ DEIXA EU MORAR EM SEU PELO?
_NÃO! ESTOU MUITO CHEIROSO E LIMPINHO PARA CARREGAR UMA PULGA. _FALOU  TOTÓ.
_POR FAVOR, ESTOU COM MUITO FRIO E SOU BEM LIMPINHA,INSISTIU A PULGA.
_DEIXA EU MORAR COM VOCÊ?
TOTÓ SENTIU  PENA E PERMITIU QUE ELA MORASSE EM SEU PELO.
  A PARTIR DESTE INSTANTE, ACABOU O SOSSEGO DE TOTÓ.
MORDE AQUI, MORDE ALI, MORDE LÁ.
E TOTÓ NUNCA MAIS PAROU DE SE COÇAR.

MORAL:NEM SEMPRE PODEMOS CONFIAR EM TUDO QUE NOS E DITO.

AUTORAS:MARIA CLARICE DE LUCCA
                   CELMA ANA BORGES CRISTIANO
                    EDMEIA DE SOUZA ANDRADE
                    ERACLIDES COSTA LUCIO
                     EDILENE CRISTIANO VALERIANO



Fábula criada por um grupo de cursista de Araranguá
Tutora: Maria madalena zilli da silva